Um dia… alguém se atravessou no meu caminho.
Fez-me ver — não com os olhos, mas com a alma.E percebi que vivemos muito aquém do que podemos ser.
A rotina é um veneno que se bebe devagar.
Um gole por dia. E sorrimos… só na sexta à noite!
A felicidade não devia ter hora.
Nem calendário.
Nem pausa programada.
Procuramos o prazer… Rápido. Barato. Efémero.
E perdemos tempo com… nada.
Somos de quem nos possui.
E quando deixamos de ser nossos… perdemos tudo!
A essência esvai-se.
Ficamos moldados. Somos Padrões.
Avatares de um sistema que vende sonhos…
E cobra caro pra viver.
Vivemos em relógios.
Tic. Tac. Tic. Tac.
Trabalho.
Sono.
Contas.
Repete tudo outra vez...
E quando temos tempo…
o tempo já está comprometido.
Quando tivermos tempo para respirar,
Serão já as sombras a guiar o caminhar.
A bengala firme, amiga do momento,
E contar trocos será o nosso tormento.

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