26 junho 2025

Avatares de Um Sistema Que Vende Sonhos

Um dia… alguém se atravessou no meu caminho.

Fez-me ver — não com os olhos, mas com a alma. 

E percebi que vivemos muito aquém do que podemos ser.


A rotina é um veneno que se bebe devagar. 

Um gole por dia. E sorrimos… só na sexta à noite!

A felicidade não devia ter hora. 

Nem calendário. 

Nem pausa programada.


Procuramos o prazer… Rápido. Barato. Efémero.

E perdemos tempo com… nada.

Somos de quem nos possui. 

E quando deixamos de ser nossos… perdemos tudo!


A essência esvai-se. 

Ficamos moldados. Somos Padrões. 

Avatares de um sistema que vende sonhos… 

E cobra caro pra viver.


Vivemos em relógios. 

Tic. Tac. Tic. Tac.

Trabalho.

Sono.

Contas.

Repete tudo outra vez...

E quando temos tempo… 

o tempo já está comprometido.


Quando tivermos tempo para respirar,

Serão já as sombras a guiar o caminhar.

A bengala firme, amiga do momento,

E contar trocos será o nosso tormento. 

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