Relembro com ternura as amizades de infância
Revejo as cores de um tempo que já lá vai
Hoje vejo preto, branco, cinzento
E um dia que antes passava tão rápido
Hoje um dia é tão, mas tão lento…
Acorrentada a lembranças que não valem a pena
Presa a recordações que nada me trazem de bom
Mas que faço com elas se não me saem do pensamento
E são no meio da minha cabeça o único som?
Já baixei o volume
Mas na solidão
Até o silêncio se ouve.E o bater do coração
É ensurdecedor como um tambor
Chego a ter vontade de o parar
De acabar com esta musica desafinada
De calar e acabar com este silêncio ensurdecedor.
Este sofrimento que me atinge
Este mal que não me larga
Corroem-me a alma como um vírus
Com um sentimento de vida amarga
E não encontro o antivírus
E a vitamina da recarga
Que a linha da vida
Cheia de altos e baixos
Me mostre e me leve aos altos
Que atenue um tempo os baixos
Quero o antivírus
E sei que o vou encontrar
Só preciso de continuar a procurar…
Pois “Quem tanto espera, sempre alcança”
E também já ouvi dizer
Que “Depois da Tempestade, vem a Bonança”.