29 março 2018

chuva que pingas ou que cais sem dó

Chuva que pingas ou que cais sem dó
Fazes falta quando não vens
Chateias quando estás cá
Chuva que pingas ou que cais sem dó
Umas vezes és boa
Outras vezes és má!

Umas vezes chuviscas
Outras tornas-te granizo
Vens quando queres
Faltas quando é preciso.

Chuva que mal se vê
De tão incolor que és
Vejo-te no teu movimento
Sinto-te nos meus pés.

Chuva que molhas
Ou chuva que encharcas
Quando insistes em cair sem dó
Chegas a deixar marcas…

Vens quando queres
E vestes-te como bem te apetece
Podes vir de bolas de gelo
Ou em gotas que humedece.

Chuva que pingas ou que cais sem dó
Acalma-te um bocadinho
Que quero sol e forrobodó.

27 março 2018

Saudade

Saudade...
…que palavra dura
Já nem vivo sem a sentir
Todos os dias faz parte de mim
É algo que se sente sem parar
É dor que sinto sem fim!

Saudade…
… percorre-me o pensamento
Instala-se no coração
Escorre pelos olhos
Deixa-me sem chão.

Saudade…
… sente-se, vive-se
Tenta-se ultrapassar
Mas há algo bom…
Algo que não é possível esquecer
De que sinto tanta saudade
Que chega a doer.

Saudade…
… palavra portuguesa sem tradução
Amamos demais?
Ou não sabemos perder e queremos mais?
Palavra que mexe com a alma e com o coração
Sentimento que dói e que causa revolução.

...Saudade…
Vá lá, desparece!
Tem piedade!