14 novembro 2016

Para a Holly & Para a Clarinha

Um animal não é uma mera companhia!
É mais do que isso
É o ser que mais facilmente nos deixa cheios de alegria
E de todos os seres, o menos metediço.

Podemos chegar a casa cansados, chateados
Podemos chegar completamente estafados
Mas o belo do animal que temos em casa dá-nos a volta
E tem a proeza de nos saber pôr bem-humorados!

São os animais que nos fazem companhia nas horas de solidão
São eles os nossos melhores ouvintes
São eles que, sem palavras, sabem tocar no coração
Animais são únicos e são seres de muita afeição

Eles apenas querem alguém com quem possam brincar,
Alguém que possam proteger,
Alguém que possam amar,
Apenas alguém que não os façam sofrer!

Não querem sofrer
Não querem o abandono
Querem uma família,
Uma casa,
E um dono!

Mas não um dono qualquer
Não uma pessoa má e cruel.
Eles querem é alguém que os ame
E que os façam viver num carrossel!

Um carrossel especial
Uma montanha russa de emoções
Um carrossel de felicidade.
Porque os animais precisam é de amor
E só um pouco de caridade.

Do gato, ao cão, peixe ou periquito
Todos merecem atenção
E não há nada como desabafar
Sem nunca ouvir sermão!

Eles são muito importantes
E nada cansativos
Não são muito exigentes
E são pouco pensativos!
Não são de pensar muito
Eles são mais de agir
E é isso que os torna diferentes
E uns seres tão decentes!

Obrigada Holly & Clarinha
Pelas demonstrações de carinho
Pelos abraços
Por todas as brincadeiras
Pelos jogos das escondidas
Por serem cadelas únicas e especiais
Eu sei que tenho as cadelas mais brutais!

Holly e Clarinha,
É com toda a sinceridade que vos digo:
Adoro-vos de alma & coração
Peço-vos que fiquem sempre comigo
Esteja eu de boa ou má disposição!

11 novembro 2016

Mudança...

Ao longe avisto uma nuvem…
Aguaceiros ou Tempestade?
- Pergunto-me eu.
Avizinha-se mudança
E sei que de tudo o resto
Fica apenas lembrança.

Um sol pode ser de inverno ou de verão.
Uma lua cheia pode estar tapada pelas nuvens,
e pensar-se que é lua nova.
Ou o mar pode ter ondas sem haver barcos.
Mas em sitio nenhum
Há chuva sem haver charcos.

Aprendi que é possível haver laços sem nó.
E que o impossível apenas demora mais tempo a realizar
Que no final grande parte de nós é pó
E o resto irá para o céu e ficará espelhado no mar.

Aprendi que a vida tem dois lados:
O bom e o mau
E para os sabermos distinguir
É preciso vivê-los aos dois
“Não há arco-íris sem chuva”
“Nem tempestade sem bonança”
Como para mim não existe música
Sem um pezinho de dança!!

31 outubro 2016

Incomplet_

Prisão sem grades
Jardim sem flores
Floresta sem árvores
Mar sem ondas
Montanha sem altura
Água sem hidrogénio
Casa sem teto
Universo sem planetas
Armário sem porta
Cómoda sem gavetas
Dor sem Ai
Candeeiro sem luz
Problema sem solução
Lua sem cratera
Música sem som
Dança sem coreografia
Porta sem puxador
Calendário sem dias
Coimbra sem fado
Teclado sem teclas
Relógio sem horas
Flor sem pétalas
Coração sem artérias
Gronelândia sem gelo
Fotografia sem imagem
Cascata sem água
Trenó sem neve
Seara sem trigo
Bicicleta sem selim
Rosa sem espinhos
Poço sem fim
Mãe sem filhos
Avó sem netos
Balão sem ar
Escada sem degraus
Ponte sem chão
Pássaro sem asas
Rio sem foz
Praia sem mar
Dunas sem areia
Avião sem piloto
Castelo sem muralhas
Veneza sem gôndola
Aveiro sem moliceiro
Arco-íris sem cor
Estrada sem caminho
Documento sem nome
Garrafa sem rótulo
Caneta sem tinta
Perfume sem cheiro
Tomada sem eletricidade
Esquentador sem gás
Bussola sem norte e sul
Choro sem lágrimas
Cão sem dono
Fatura sem IVA
Carro sem volante
Alegria sem gargalhada
Lareira sem calor
Fogo sem chama
Óculos sem lentes
Paris sem torre Eiffel
Autocarro sem passageiros
Goma sem açúcar
Natal sem luzes
Carrocel sem movimento
Livro sem letras
Viola sem cordas
Mapa sem direções
Este poema sem imagens
(=)


eu sem ti

23 outubro 2016

o Fim da Vida!

               (...)
Que emigrem os pássaros
Que se esvaziem os rios
Engulam os mares
Abatam as florestas
Apaguem-se todas as luzes da rua
Parem os carros, os comboios
Voem para longe todos os aviões
Desapareçam os areais infinitos.
Podem levar as nuvens
E levem com elas as verdades
Acabem com os mitos
E quaisquer imensidades.

Tirem as pilhas aos relógios
Cortem os cabos da Internet
Desliguem todos os telefones
E vão para a rua esperar...

As flores...essas vão acabar por murchar
As árvores não vão mais crescer
O mundo terá um fim
O céu irá escurecer

E em noite cerrada
Sem saber horas ou minutos
O sol não vai mais voltar
Nem a lua será mais visível

Não haverá mares, rios, lagos ou oceanos
Não haverá barulhos, sons ou musica de pianos
Não haverá jardins, pomares, florestas
Acabarão as manhãs, as tardes, as noites
Já não haverá mais tempo para sestas.
O vento, a chuva e o sol irão embora
Resta uma neblina fria e desconfortável
Com a imensidão que paira sobre nós
Sentimos chegar o que era inevitável.

Haverá por fim...
A garatuja de um pensamento
A dor que já não é mais sentida
E com um rabisco d´um momento
Vemos chegar...o fim da vida!!

Nada mais importa
Nada mais resta
Fica ar, fica pó
Não sobra desta vida nem uma aresta.
E num silêncio ensurdecedor
Fica tudo preto e branco
Desaparece um mundo cheio de cor
E fica ar, fica pó e um só e vazio banco.

Banco sem jardim
De uma madeira podre que já não brilha
É também para o banco uma despedida
Porque banco sem nada nem ninguém
É também um banco sem vida!

30 maio 2016

Um Livro Aberto e 4 Estações

Sou um livro aberto com páginas em branco para tu completares
E outras escondidas para tu adivinhares
Um livro que recomendo
Mas com partes difíceis
És capaz de ficar cansado a meio
Ou até mesmo no início
Mas dependendo de ti
Este livro pode ter um final feliz

No início encontras apenas a minha raiz
E durante o meu crescimento
Vais ter inúmeras folhas
Umas caídas, outras não
Folhas de inúmeras cores
Verdes, amarelas, vermelhas,
Toda eu sou um Outono em certa parte
Procurando o seu rumo

Mais tarde…
Encontras o meu lado mais frio
E vais querer resguardar-te de mim
Vais desprezar-me como qualquer um despreza o Inverno
Vais desejar que me vá embora

Até ao dia em que as minhas flores nasçam
E dar-ti-ei frutos para fazeres o teu sumo preferido
Vais passear no jardim
E vais-te lembrar de mim
Não como a menina fria do Inverno
Mas a que desenhaste um dia no teu caderno

Depois chegará o dia em que:
Vais desejar-me quente e nua
Não vais aguentar o meu calor
Vais querer que te refresque
E vais ver-me toda eu uma flor

E é assim que funciono
Uns dias quente, outros fria
E às minhas variações de humor
Vais ter de te habituar
E é se queres acabar de ler o livro
E teres-me aos teus braços a suspirar.

28 maio 2016

Sem Título...

Já no quarto…
A luz de cabeceira acesa
O pijama vestido
O caderno aberto
O lápis na mão
A música de fundo
E a alma presente
Escrevo palavras
Escrevo versos
Tento escrever algo que seja “decente”
E não me faça parecer louca ou demente

Saem parvoíces
Coisas sem jeito e sem nexo…
Ah! Também tenho uma borracha ao lado
Para apagar o que sem sentido
Para o papel foi transportado.
Escrevo, Apago, Reescrevo e torno a apagar
Faço disto uma rotina até acertar com a palavra
Até acertar com a verdade ou com a ilusão
Mas nos meus poemas
Não falta nem alma, nem coração
O sentimento será e estará sempre certo
E em princípio a borracha não será precisa
E desculpem qualquer coisa…
Eu sei que não sou grande poetisa!

Nem tudo o que escrevo sou eu
Por vezes sim, outras vezes não
Quem me conhece sabe quando sou eu
E quando escrevo com a cabeça
Ou quando escrevo com o coração.

Passo meses sem escrever um único verso
Mas depois há uma luz
Não sei se é do além, se é do universo
Que me faz pegar no lápis
Abrir o caderno
E algo que me seduz
Dá asas à minha imaginação
E escrevo até me cansar
Ou até me doer a mão.

Escrevo sobre tudo ou sobre nada
Escrevo sobre montanhas, rios, oceanos
Escrevo sobre o amor (como se soubesse muito do assunto)
Escrevo sobre a amizade (e dessa eu sei bem do que se trata)
Escrevo sobre o mundo, sobre gentes, sobre sociedades
Sobre mentiras, ilusões, pensamentos e verdades
Escrevo sobre ocasiões, datas e pessoas importantes
Não sobre o Presidente da Republica ou o Papa
Mas sobre familiares e amigos marcantes.

Escrevo muito às vezes sobre nada
Como este poema sem título
Que nem é um poema sobre o mundo
Nem um poema sobre a vida de uma fada
É apenas uma espécie de poema
Em que digo tudo e é sobre nada.

Sei Lá Eu o Que é Que Sou...

Sou o que sou
Mas se perguntarem o que sou
Não saberei responder
Porque sou qualquer coisa que não sei o quê
E sou um pouco de tudo o que veem
Mas nada daquilo que acham.

Sou o que sou
Não sou o que os outros querem que seja
Ou o que eu gostaria de ser ou não ser
Sou o que sou e sempre fui e talvez serei.
Não mudei vírgulas
Posso só ter posto alguns pontos finais
Mas de tudo o que sou e fui
Mudei a roupa, o corte de cabelo e pouco mais.

E tu? Sabes o que realmente és?