27 outubro 2025

SIM! 🌿 🚐 ⛰️ 🙏🏼 ✨️ 🧡

Respirar liberdade.
Respirar natureza.
Mandar as rotinas darem uma volta ao bilhar grande
e deixar a vida andar no seu tempo —
Sem correr e sem tropeçar 
nas horas que nos comandam todos os outros dias.


Ter tempo que sobra
Tempo para conversas com conteúdo,
daquelas que nos fazem crescer,
que abanam certezas,
que questionam verdades,
que mostram o que é real
num mundo que não é mais do que um teatro cheio de bons atores 
mas reféns de si mesmos.


Podemos ser bem mais do que somos.
Mas é preciso treinar a mente,
fortalecer a resiliência,
deixar fluir,
abraçar o inesperado com curiosidade.


E, acima de tudo,
dizer SIM.
Sim à vida, às experiências, ao conhecimento.
Um "Sim" e nao um "talvez". 
Porque o “talvez” é o disfarce do medo de arriscar, 
e o “sim” é a porta aberta para a mudança...e para a vida! 🫶🏽

01 julho 2025

Serei Diferente? Ou Marioneta Para Sempre?

Às vezes, queria ser brisa do vento,
Seguir horizontes, sem contratempo.
Mas sou conduzida, sem direção,
Por doces enganos, por desilusão...

Esperamos tempo a mais por tudo
E perdemos tempo com coisas de nada!

Somos tão vazios quando somos dos outros...
A essência esvai-se ao sermos comandados
Somos nada mais que matéria a agir em conformidade
Somos seres que procuram estética e vaidade.
Sempre na procura incessante de momentos fugazes de prazer
Vivemos num mundo que tem tão pouco de verdade!

Num mundo oco de tanta ilusão,
Vivemos prazeres curtos… e frustração.
Nem vemos o que nos rodeia,
Não apreciamos o ar que um dia nos vai faltar...

Esquecemos do que somos feitos
E seguimos só os ponteiros do relógio
O sol esconde-se e manda-nos descansar
Há que repor energias para amanhã ir trabalhar.

Nem vemos mais o céu ou o mar,
Nem sentimos o ar a passar.
Não há tempo, só obrigação,
Somos robôs em operação.

E só quando não vamos trabalhar,
É que parece que podemos viver.
Mas mesmo aí há obrigações,
E outra vez não fazemos o que queríamos fazer...

Viver não é fácil de entender,
Uns tentam, outros só querem sobreviver.
Viver dói… mas há poesia em tentar,
Mesmo sem saber onde vamos parar...

Mesmo que possamos vir a perder...
(Mas é possível perder algo e depois ganhar)
E não falo de casas, carros e zeros à direita
Refiro-me a abraços, paisagens delicadas,
A fogueiras e noites estreladas
Ao pôr do sol e a quedas de água brutais
E às arvores que um dia vão ser só jornais

Até isso destruímos sem pensar,
Se é do outro, deixamos ficar.
Mas tudo um dia nos vai faltar,
E já será tarde pra recuperar!
Já estou a divagar

Começo a falar de mim,
E logo vêm os outros atrás...
Serei tão igual a eles,
que nem sei onde me separar?

Serei diferente?
Ou marioneta para sempre?
Dou a volta… ou aceito a derrota?
Sou apenas mais um comum mortal,
Ou tenho em mim a força de tornar o Sonho real?

26 junho 2025

Avatares de Um Sistema Que Vende Sonhos

Um dia… alguém se atravessou no meu caminho.

Fez-me ver — não com os olhos, mas com a alma. 

E percebi que vivemos muito aquém do que podemos ser.


A rotina é um veneno que se bebe devagar. 

Um gole por dia. E sorrimos… só na sexta à noite!

A felicidade não devia ter hora. 

Nem calendário. 

Nem pausa programada.


Procuramos o prazer… Rápido. Barato. Efémero.

E perdemos tempo com… nada.

Somos de quem nos possui. 

E quando deixamos de ser nossos… perdemos tudo!


A essência esvai-se. 

Ficamos moldados. Somos Padrões. 

Avatares de um sistema que vende sonhos… 

E cobra caro pra viver.


Vivemos em relógios. 

Tic. Tac. Tic. Tac.

Trabalho.

Sono.

Contas.

Repete tudo outra vez...

E quando temos tempo… 

o tempo já está comprometido.


Quando tivermos tempo para respirar,

Serão já as sombras a guiar o caminhar.

A bengala firme, amiga do momento,

E contar trocos será o nosso tormento. 

13 junho 2025

Sem Meios-Termos

Quase dois anos depois, publico algo neste cantinho! E mais virão...


Sou meia desarrumada,
de um jeito estranho de ser.
Sou o 8 e sou o 80,
só assim sei viver!

Sou a calma e a euforia,
a natureza e um bar de música.
O escrever num caderno,
o dançar na pista de dança,
o filme no sofá,
uma ida à praia,
o risco, a adrenalina,
ou o dormir a sesta da tarde.

Uns dias sou a preguiça,
noutros o esforço e dedicação.
Sou a montanha no inverno
e a praia no verão.

Sou imperfeita
e permanentemente incompleta.
Por vezes, uma música desafinada,
sou trevo de três folhas,
a flor no meio das silvas,
e a silva no meio de flores.

Tanto sou o fogo de uma lareira
como o fogo na mata sem rumo.
Sou a brisa no verão
e a ventania que leva tudo pelo ar.

Sou a cabeça no ar
com os pés bem assentes na terra.
Sou a emoção de um filme bonito
e as lágrimas secas num funeral.

Já sei escrever sem rimar
e já aprendi a engolir sapos.
Mas nem sempre sou de me calar.
Sou a coragem de acampar sozinha
e a medricas da água fria
e de saltar de penhascos.

Sou uma tela colorida
e uma foto a preto e branco.
Sou a velocidade de uma corrida,
o cantar desafinado,
a espera num banco.

Sou pássaro fora de gaiola
que também aprendeu a viver nela.

Sou a gargalhada de ficar sem ar
e sei chorar em posição fetal.
A tempestade com nome de mulher
e o arco-íris num dia cinzento.

Sou a senhora dos vestidos longos
e a miúda dos calções curtos.
A que veste fato de treino de manhã
e fatiotas catitas à tarde.

Não sou de meios-termos,
nem de “mais ou menos” ou “qualquer coisa”.
Sou de imensidão, do muito, do tanto,
do tudo ou nada,
da energia, do poder,
do saber estar e do saber ser.

Não me rodeio de qualquer coisa,
e sei deixar o que nada me acrescenta.
Nem sempre faço as melhores escolhas,
mas, na vida, é o vai ou rebenta!