31 outubro 2017

Até Já Sol. Vem aí a Chuva e o Vento

O Sol nasce
A vida lá fora recomeça
Recomeça a cada dia
A cada nascer do sol
E mesmo que o sol esteja escondido
Ou demore mais para se arranjar
Quando sai de casa
O dia fica mais brilhante e belo
Fica menos cinzento
Fica mais amarelo.

O dia é mais bonito com o Sol
Sim trato-o por Tu!!
Ele até andou comigo na escola!
Pensando bem, andou comigo a vida toda
Comigo foi a todo o lado
Trato o Sol como um amigo
Acompanha-me desde sempre
É ele que me deixa bem disposta
Deixa-me mais feliz e mais quente.

Mas, às vezes ele fica em casa de castigo
E vem a chuva para o substituir
Ela é simpática
Dá-me poças de água para saltar
E com ela posso usar as galochas que me deram no natal
É bom que de vez em quando ela apareça
Porque um pouco de chuva ninguém leva a mal.

Pior é quando ela vem e não quer ir
E o vento ainda vem cá ter
Fazem tal reboliço
Que põem tudo a mexer!
Os bombeiros saem à rua
A proteção civil lança um alerta
Quando estes se juntam para a festa
É tempestade certa!

Rios, Mares e Lagoas
Causam as inundações
Os carros passam junto aos passeios
E calcam poças, molham peões.

As árvores abanam
Outras caem
Com medo de levar com uma em cima
As pessoas nem à rua saem.

Os trovões e os relâmpagos ouviram falar em festa
E à maneira deles também vêm festejar
Se ao menos parecessem só foguetes
Mas está mesmo é a trovejar!

Quando a música da festa abranda
Eles decidem abandonar a pista
Vão para outras andanças
E já vemos o sol à vista.

Que cantem os pássaros
Que passeiem as pessoas
Que brinquem as crianças
Que nadem os patos e as ganças
Que brilhe o sol hoje, amanhã e enquanto puder
Porque quando chega o mau tempo
É ficar em casa junto à lareira
E a ver televisão (se der)!

01 outubro 2017

Um Planeta, Dois Mundos & Eu

Perdida sem mapa
Sem direções
Imagem relacionadaSem caminho para seguir
Sem saber sequer o que está para vir.

Não há placas, não há bussolas
Desnorteada sem saber do norte
Desorientada sem saber do oriente
Desolada sem saber qual o melhor lado
Não há ninguém para dar indicações
Apenas estradas, caminhos de terra
Sem carros, sem sinais, sem peões
Desço colinas, percorro planícies, subo serras.

Não avisto o fim
Mas para trás deixo pegadas
Um caminho que percorri
Que deixa marcas bem marcadas.

No presente escorrem-me as lágrimas e o suor do rosto
Cansaço e dores de carregar as pedras
Mas já dizia Pessoa:
Um dia construo um castelo
E por mais que me doa
Guardo tudo o que encontro no caminho
E às vezes até encontro algo de belo
E são essas as lembranças da vida que guardo com carinho!

Guio-me por estrelas
E pelo nascer e pôr do sol
O rebanho passeia no prado
Mas não sou pastor.
As colmeias têm de ser tratadas
Mas não nasci apicultor.
Terras secas a precisar de ser regadas.
Ninguém fez de mim um agricultor.
Sei que tudo se desmorona à minha volta
Mas a nenhum sítio pertenço
Resultado de imagem para ampulheta tumblrO mundo passa-me ao lado
E eu que nada faço, só penso…

Cai neve e congela-me
Faz sol e derreto-me
O vento quase me leva
A chuva encharca-me
As nuvens pedem que as decifre
As estrelas pedem que as conte
Assim o tempo passa
Sem que nada eu faça
E do cimo de um monte
Vejo tudo e não vejo nada
O mundo corre e a minha vida parada…