01 novembro 2022

Dói-me saber que a tua ausência me libertará!

É uma dor diária

É a ânsia de um futuro

E o pânico de viver o mesmo.


É a culpa de não estar

A ânsia de quando estiver

E a frustração quando estou.


Isto parece um jogo de palavras

Mas é uma roda viva de emoções.


A mágoa que sinto não padece de palavras

É flamejante e só acalma quando não penso sobre ela.


Dói sentir, dói pensar

Mas dói mais se pronunciar...

Por isso não o digo, contudo sinto

E cada vez que sinto, dói!


Sei que quando sentir a maior das dores 

Vou também conhecer a liberdade...

E vou sentir culpa! A culpa que sempre senti

A culpa que me invade sempre que penso em ti...

A culpa que sei que não tenho, mas não deixo de sentir!


 Dói-me saber que a tua ausência me libertará!

Mas já sei e culpo-me por saber que é verdade...

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