Dizer em uníssono “Até Amanhã Sol”
Ou acordar com o som das cascatas num campo verdejante
Comer amendoins ao som da guitarra e uma fogueira
Subir uma torre sem saber como a vou descer
Dormir naquela casa com teias e uma janela gigante para o rio
E compor músicas ao luar sem saber que dois dias depois tudo iria acabar…
Há um telhado que agora tem cadeado
Já não se podem fazer lá jantares
Não dá para ir lá ver as estrelas
Nem dormir umas horas até gelar e voltar para baixo
Um sítio repleto de memórias e momentos fantásticos.
Percorrer uma floresta sem saber bem qual o destino
Saltar das alturas confiando cair no melhor colo do mundo
Remar em equipa para levar o barco à ilha
Ver todos os fogos de artifício de várias cidades
E quase desmaiar em águas quentes numa noite gelada
Não te esquecer tem todas estas razões e mais algumas
Razões essas que não são possíveis de serem escritas
Razões essas que só são vividas e sentidas
E eu sinto-as. Passado meses, sinto-as de igual forma
E dói! Dói porque só as sinto e já não as vivo!
Ultimamente, ver as estrelas já não tem o mesmo encanto.

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