E cada vez tenho disso mais certeza
O tudo e o nada são inconstantes
Fico cansada destes advérbios sem clareza…
O nada é demasiado pouco
Mas o tudo torna-se em demasia
Já não sei se sei ser moderada
Sei que hoje não consigo, mas talvez um dia...
Mas nunca nada é para sempre
E o “nunca” acima acabou por ser incoerente
Se nem o nunca nem o sempre existem
Devemos falar em probabilidades?
Nunca fui boa a matemática
Mas posso tentar isto das quantidades…
Caraças! que voltou a escapar-me o “nunca”
E tu, será que também reparaste?
Ou já está tão enraizado em nós.
Que leste o “nunca” mas nem pensaste?
A verdade é que “tudo” isto é uma maneira de falar
E estes advérbios não podem ser levados à letra
Porque nesta vida o “tudo”, o “nada”, o “nunca” e o “sempre”
São ilusões, são falácias, são, na verdade, uma grande treta!!

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