29 abril 2018

Corroem-me a Alma Como Um Vírus

Recordo com saudade os tempos de criança
Relembro com ternura as amizades de infância
Revejo as cores de um tempo que já lá vai
Hoje vejo preto, branco, cinzento
E um dia que antes passava tão rápido
Hoje um dia é tão, mas tão lento…

Acorrentada a lembranças que não valem a pena
Presa a recordações que nada me trazem de bom
Mas que faço com elas se não me saem do pensamento
E são no meio da minha cabeça o único som?

Já baixei o volume
Mas na solidão
Até o silêncio se ouve.
E o bater do coração
É ensurdecedor como um tambor
Chego a ter vontade de o parar
De acabar com esta musica desafinada
De calar e acabar com este silêncio ensurdecedor.

Este sofrimento que me atinge
Este mal que não me larga
Corroem-me a alma como um vírus
Com um sentimento de vida amarga
E não encontro o antivírus
E a vitamina da recarga

Que a linha da vida
Cheia de altos e baixos
Me mostre e me leve aos altos
Que atenue um tempo os baixos

Quero o antivírus
E sei que o vou encontrar
Só preciso de continuar a procurar…
Pois “Quem tanto espera, sempre alcança”
E também já ouvi dizer
Que “Depois da Tempestade, vem a Bonança”.

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