(...)
Que emigrem os pássaros
Que se esvaziem os riosEngulam os mares
Abatam as florestas
Apaguem-se todas as luzes da rua
Parem os carros, os comboios
Voem para longe todos os aviões
Desapareçam os areais infinitos.
Podem levar as nuvens
E levem com elas as verdades
Acabem com os mitos
E quaisquer imensidades.
Tirem as pilhas aos relógios
Cortem os cabos da Internet
Desliguem todos os telefones
E vão para a rua esperar...
As flores...essas vão acabar por murchar
As árvores não vão mais crescer
O mundo terá um fim
O céu irá escurecer
E em noite cerradaSem saber horas ou minutos
O sol não vai mais voltar
Nem a lua será mais visível
Não haverá mares, rios, lagos ou oceanos
Não haverá barulhos, sons ou musica de pianos
Não haverá jardins, pomares, florestas
Acabarão as manhãs, as tardes, as noites
Já não haverá mais tempo para sestas.
O vento, a chuva e o sol irão embora
Resta uma neblina fria e desconfortável
Com a imensidão que paira sobre nós
Sentimos chegar o que era inevitável.
Haverá por fim...
A garatuja de um pensamento
A dor que já não é mais sentida
E com um rabisco d´um momento
Vemos chegar...o fim da vida!!

Nada mais importa
Nada mais resta
Fica ar, fica pó
Não sobra desta vida nem uma aresta.
E num silêncio ensurdecedor
Fica tudo preto e branco
Desaparece um mundo cheio de cor
E fica ar, fica pó e um só e vazio banco.
Banco sem jardim
De uma madeira podre que já não brilha
É também para o banco uma despedida
Porque banco sem nada nem ninguém
É também um banco sem vida!
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