Penso que só a sorte me levará a bom porto…As minhas lágrimas misturam-se com o mar
Com a esperança que surja o sol para as secar.
Tenho uma fome de sonhos e vontades
Mas terei de pescar e lutar para os concretizar
Construí o barco em que navego
Mas será suficiente para enfrentar as tempestades?
Por vezes parece que vou ficar sem barco,
Parece que me vou afogar
Que vou morrer nestas correntes gélidas
Parece que a qualquer momento deixarei de respirar…
Vou colocando remendos no barco
Mas até que ponto não será melhor construir um barco de raiz?
Os pensamentos andam à deriva
As forças parecem ter sido roubadas pelos tubarões
E as emoções agitadas como este mar salgado que nem lágrimas…
Cada onda que me balança sem pedir licença,
Torna-se num medo de me atirar para fora do barco.
À minha volta só vejo mar, mar e mais mar…Ao fundo, um horizonte longínquo que parece inalcançável
Mas com a esperança de o alcançar um bocadinho mais,
Todos os dias remo com as forças que tenho
Quando me faltarem as forças ou mesmo os remos…
O vento que me leve…
O sol que me aqueça…
E a sorte que guie o barco em que navego!
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