E ainda menos é a divisão silábicaImporta sim o que o Poeta liberta
E nos seus leitores afáveis desperta…
Na Poesia as estrofes podem ser quadras, tercetos (…)
Podem ser simples rimas, poemas ou sonetos…
Mas a emoção está presente
E o Poeta nisso não mente.
Na Poesia não há regras
Ou não deveria haver
Há sim explosão de sentimentos e emoções
O objetivo do Poeta é aliviar a dor e outras aflições.
Na Poesia nem tudo o que se lê
Sofre interpretações iguais
Não são informações certas e rígidas
Como as que lemos nos jornais.

Na Poesia há um pouco de tudo
E às vezes um pouco de nada
Mas está na leitura de cada um
Ter o que quer na sua alçada.
Na Poesia o silêncio torna-se som
As palavras, pequenas notas musicais
Um poema é canção sem ritmo
Sem instrumentos ou quaisquer materiais.
Na Poesia a pontuação é o que menos importa
Quem quiser que ponha as virgulas, os acentos
Ou até os pontos finais
Na vida há erros maiores e bem mais fulcrais.
Na Poesia não interessa o título
Mas sim a constituição do poema
E os sentimentos que prevalecem
Para além desse pequeno dilema.
Na Poesia, lê-se e sente-se apenas
Navega-se nos versos sem medida
Embalados pelas palavras
E com a entoação devida.

Na Poesia não há réguas, calculadoras ou leis
Há incertezas, duvidas, medos e receios
Não há princípios, nem lógicas, nem regras
Há puras confusões e simples devaneios.
Na Poesia reina a liberdade
Manda o Poeta no que escreve
Manda o Leitor no que lê
Na Poesia sente-se mais leve
Aquele que escreve no que crê.
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